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HISTÓRICO DO MEMORIAL

  • Foto do escritor: turismo-religioso
    turismo-religioso
  • 16 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de nov. de 2022


Fonte: Glanzmann, Giovana - 2022.

O Memorial da Imigração Judaica está localizado na 1ª Sinagoga do Estado de São Paulo, fundada em 1912. O museu guarda um amplo e valioso acervo documental destinado a valorizar a contribuição dos judeus ao desenvolvimento do Brasil.
Após a reinauguração em 2016, o Memorial visa preservar a memória judaica e apresentar ao público a chegada dos judeus ao país desde o período colonial, durante a presença holandesa no Recife (século 17), no Império colonial e nos demais períodos da história nacional, incluindo um andar inteiro destinado ao Holocausto.
Atualmente, o bairro do Bom Retiro, considerado o berço das mais diferentes levas migratórias, passou a ser uma nova opção de roteiros histórico-culturais na cidade. Assim, o visitante encontrará no Memorial um espaço ímpar para honrar a memória daqueles imigrantes judeus engajados na construção do Brasil.
Entre inúmeras peças expostas, o Memorial traz verdadeiras preciosidades, como o "Diário de Viagem de Henrique Sam Mindlin", texto escrito em 1919, quando o garoto de apenas 11 anos; já no navio, narra sua jornada de Odessa até o Rio de Janeiro. Outra valiosa peça do acervo é o livro "Diálogos de Amor" (1558), de Leon Yehudá Abravanel de Veneza, um poeta da ascendência do apresentador Silvio Santos. Nas vitrines é exposto um documento de mais de 250 anos, utilizado pelos judeus marroquinos como talismã, contendo algumas frases cabalísticas pedindo proteção e saúde.
Naturalmente, ações educativas fazem parte do projeto museológico do Memorial. Ele foi concebido para receber escolas e instituições através de visitas monitoradas. O visitante perceberá que ali, história, arte, religião e cultura se fundem dentro de um ambiente especial, totalmente voltado para o conhecimento e a reflexão.
"O Memorial surpreende pelo tratamento humano, afetivo e pedagógico dado a seu acervo, graças à novíssima concepção museológica, que permite ao visitante vivenciar de modo intenso e abrangente os conteúdos expositivos. Os temas religiosos, históricos e culturais são apresentados de modo atrativo, tanto pela interatividade como pelos meios tecnológicos de representação que enriquecem nossa relação com os tópicos abordados. Assim, as narrativas se tornam fascinantes", palavras do Curador-mor, Profº Fábio Magalhães.

"Criamos o Memorial da Imigração Judaica para preencher uma lacuna existente na história de nosso povo. O Brasil sempre foi um país tolerante, que acolheu imigrantes de braços abertos, sejam italianos, portugueses, espanhóis, alemães ou japoneses. Todos eles possuíam centros próprios que retratavam seu percurso histórico desde o país de origem. Não tínhamos nada similar sobre a comunidade judaica no Brasil", afirmar Breno Krasilchik, Presidente do Conselho consultivo do Memorial.
Fonte: Glanzmann, Giovana - 2022.
Com diversos recursos multimídia, os espaços do Memorial podem ser divididos da seguinte forma:
- Andar térreo: entrada na qual o visitante encontrará todas as facilidades para poder locomover-se, seja utilizando escadas ou elevador panorâmico;
- Primeiro andar: neste andar fica a recepção e é possível visitar a sinagoga. Atualmente, ela mantém suas características originais e está totalmente restaurada. A sinagoga é ainda a "sala de imersão" para assistir filmes e começar as explicações;
- Segundo andar: aqui podem ser apreciados os objetos trazidos pelos imigrantes judeus. Eles retratam o "ciclo de vida judaico" e os ritos de passagem do Judaísmo (nascimento, maioridade adulta, casamento e sepultamento"; tradições e culinária por regiões. Destaque deste pavimento para a chupá (pálio nupcial) e as ketuvot (contratos de núpcias), com direito a quebrar (virtualmente) a taça durante a cerimônia de kidushin (casamento). Também se encontra uma galeria com fotografias das famílias de imigrantes judeus. Através de uma tela interativa, o visitante poderá obter informações sobre seus antepassados ou conhecidos. A gastronomia judaica também não poderia faltar no Memoria, entendendo-se a comida como um momento de nutrição espiritual, repleta de simbolismos. A mesa virtual foi montada com diferentes receitas do mundo sefaradita e ashquenazita;
- Terceiro andar: inaugurado em 2017, este andar recria momentos da Shoá (Holocausto), apresentando aos visitantes os diferentes períodos da maior catástrofe do povo judeu (1933-1945). É possível sentir o "boicote" imposto aos judeus pelo terceiro Reich, o "confinamento em guetos", os assassinatos em massa perpetrados pelos esquadrões da morte e a "Solução Final", pensada pela cúpula nazista na "Conferência de Wannsee" em janeiro de 1942;
- Subsolo: este pavimento com painéis tecnológicos e mapas interativos, possui também uma "galeria de personalidade judaicas" que contribuíram, consideravelmente, para o avanço e o desenvolvimento do Brasil. Numa outra mesa interativa é projetado um mapa do Bom Retiro com as instituições e organizações judaicas que atuavam nesta região, tais como o "Colégio Renascença", o "Pletzale" (pracinha), a "Cooperativa de Crédito do Bom Retiro", o procurado "Bar de Jacob" e a própria "Kehilat Israel".
 
 
 

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Novembro, 2022

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